terça-feira, 27 de outubro de 2009

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Chafic Jbeili
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domingo, 25 de outubro de 2009

Sinais e símbolos na Educação Infantil

Fundamentais no dia a dia, os sinais visuais são uma ótima ferramenta para trabalhar a função dos símbolos e seus conteúdos

Foto: Tatiana Reis
SÍMBOLO, COR, FORMA Na escola Bola de Neve, os pequenos examinam os elementos das placas para compreendê-las. Fotos: Tatiana Reis
As crianças têm contato com placas o tempo inteiro. No caminho para a escola, são dezenas delas indicando a velocidade, o trajeto a ser feito e os locais onde o carro pode ou não pode parar. Dentro da escola, lá estão elas novamente, mostrando qual é o banheiro dos meninos e qual é o das meninas, para que lado correr em caso de emergência e muito mais. Assim ocorre em várias outras situações: no cotidiano, sinais visuais e símbolos gráficos são importantes instrumentos para exprimir, por meio de imagens facilmente identificáveis, permissões, proibições, cuidados, alertas, conceitos e ideias. Dominar a leitura desse tipo de mensagem é essencial para viver melhor em sociedade.
O assunto pode render excelentes trabalhos na Educação Infantil. "Para a criança, aprender a ler e interpretar placas é fundamental para se relacionar com o mundo. Se quero ir ao banheiro, por exemplo, e sei que aquele símbolo diz respeito a pessoas do mesmo sexo que eu, vou sem medo de errar", explica Karina Rizek, coordenadora de projetos da Escola de Educadores, de São Paulo, e selecionadora do Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10.

Para encaminhar os pequenos nessa tarefa, é preciso ensiná-los a reconhecer os símbolos presentes nas situações cotidianas e associá-los ao que eles representam. Um aspecto que não se pode esquecer é que as placas não trazem desenhos comuns, como as ilustrações de cartazes (leia o quadro abaixo), mas pictogramas - imagens figurativas que funcionam como um signo relacionado à língua escrita. Em outras palavras, são desenhos que "falam" por si, que comunicam uma mensagem, ainda que para isso não utilizem nenhum elemento da linguagem escrita.
A confusão dos cartazes e do trânsito
Na Educação Infantil, o trabalho com as placas de sinalização não pode ser misturado com as atividades realizadas com ilustrações e imagens de cartazes. Nesse gênero textual - sim, cartazes são um gênero de texto específico -, as ilustrações complementam a mensagem escrita, mas dificilmente querem dizer algo por si só. "Nos cartazes, os desenhos são ilustrativos e ajudam a compor o sentido do texto e a criança não necessita ler a imagem simplesmente, mas entender o seu contexto e a relação com a palavra escrita - um procedimento que pode ajudar muito na alfabetização inicial", explica Silvana Augusto, formadora do Instituto Avisa Lá e professora do Instituto Superior de Ensino Vera Cruz, ambos em São Paulo. "Já as placas apresentam desenhos generalizáveis, compreendidos sem a ajuda de um texto específico."

Outra confusão comum é achar que o foco desse tipo de atividade são as leis de trânsito. Embora as placas sejam usadas para ordenar o fluxo de veículos, seu uso não se reduz a essa situação. "A ideia é que as crianças sejam capazes de ler as imagens, compreendendo que símbolos também podem dizer muita coisa. O professor não pode perder esse norte de vista", ressalta Silvana.
Classificar as placas com base nos elementos para entendê-las 
Foto: Tatiana Reis
ALÉM DO TRÂNSITO Ao investigar o entorno, as crianças percebem que os sinais estão por toda parte
Tendo em mente esse esclarecimento, você pode se dedicar a preparar a pauta de investigacão para os pequenos. Em linhas gerais, eles devem investigar as características dos três elementos que formam uma placa: o símbolo, a cor e a forma. Quanto aos símbolos, é possível propor que as crianças observem como eles são simples no formato e como a interpretação do que querem dizer precisa ser rápida, deixando pouca margem para dúvidas. "Já em relação à forma e à cor, as crianças devem tentar encontrar os pontos em comum entre as placas e entender que elas indicam funções e possuem significados próprios", conta Karina.

Para isso, a atividade mais recomendada é propor que a turma separe e categorize as placas de acordo com essas duas variáveis (leia o projeto didático). As placas vermelhas e de forma arredondada, por exemplo, regulamentam o trânsito e em outras situações informam o que pode ou não ser feito. Se levarem uma faixa diagonal vermelha, indicam que algo é proibido. Sem ela, que é preciso ou possível fazer o que o desenho indica. Já as placas amarelas e quadradas costumam ser de advertência, como as que são colocadas na frente das escolas indicando que aquela é uma área escolar. Placas azuis e quadradas, por sua vez, dizem respeito a serviços - como as localizadas na estrada que informam sobre postos de gasolina ou as que indicam o caminho para o banheiro em alguns shoppings e restaurantes. O ideal é que você, inicialmente, levante quais placas as crianças conhecem. Uma volta pela escola ou pelo bairro com o objetivo de registrar as conhecidas pode servir de pontapé inicial - e, de quebra, mostrar que elas estão presentes numa grande variedade de atividades.

Foi o que aconteceu na turma de 5 anos da Escola de Educação Infantil Bola de Neve, em São Paulo. Depois de ouvir o que os pequenos imaginavam sobre o significado das placas encontradas no entorno, a professora Ana Alessandra Rea incentivou a classe a verificar se as hipóteses estavam corretas ou não. Usando um jogo com vários desenhos, Ana Alessandra pediu que a turma os agrupasse de acordo com a cor e a forma. Após estudarem as regularidades e as funções dos sinais, foi a hora de ampliar o repertório visual. "A professora levou para a sala folhas com diversos exemplos de sinalização de perigo e de serviços, aumentando o conhecimento das crianças sobre o tema", conta Theodora Maria Mendes de Almeida, coordenadora pedagógica da escola.

Conhecendo as regularidades, a turma começa a produzir 
Foto: Tatiana Reis
CRIAÇÃO DE PLACAS Depois de ampliar o repertório, a turma já tem elementos para construir seus sinais
Para terminar, vale propor um desafio: produzir placas de sinalização para a própria escola. Na Bola de Neve, as crianças levantaram com os professores e funcionários tudo o que era preciso comunicar e que ainda não estava sinalizado. Em seguida, voltaram à sala e, munidos de papel, pincel e tinta, começaram a criação de sinais. Surgiram invenções como "proibido correr quando o piso estiver molhado", representado por uma criança andando com uma poça de água à frente, emoldurada em bordas vermelhas e com uma faixa na diagonal. Outra sinalização era uma placa de alerta amarela e quadrada, que avisava sobre o risco de queda nos degraus da escola. Provas de que os pequenos entenderam a função das placas na sociedade.

Quer saber mais?
CONTATOS
Escola de Educação Infantil Bola de Neve, R. Ibsen da Costa Manso, 141, 01440-010, São Paulo, SP, tel. (11) 3081-2915
Karina Rizek
Silvana Augusto 

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Canais de atendimento e informações:
Coordenação Técnica: Prof. Chafic Jbeili - chafic.jbeili@gmail.com
Coordenação Operacional: Rose Jbeili -  rosejbeili@gmail.com
Secretaria: Nara Rúbia - secretaria@chafic.com.br
Suporte ao aluno: Tatiane Lima: suporte@chafic.com.br

Disciplina:
A prática clínica e institucional no âmbito da psicopedagogia:

Por meio desta disciplina o cursista estudará as bases legais da Constituição Federal, a LDB e outras portarias que normatizam a prática psicopedagógica, bem como os objetivos dos concursos públicos para contratação de psicopedagogos para as redes de ensino público e a atuação deste profissional na área de Recursos Humanos em empresas particulares, além de outras instituições como hospitais, clínicas de reabilitação, creches e casas-lares. Ao final deste módulo o cursista terá compreendido os aspectos legais da prática psicopedagógica bem como conhecerá seu vasto campo de atuação, podendo escolher em qual ambiente deseja efetivar sua prática profissional

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domingo, 15 de fevereiro de 2009

 
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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

EXPRESSAR AS OPINIÕES PREVINE ESTRESSE E DEPRESSÃO

Marli Popolin
09-Fev-2009

Muitas vezes, durante situações do dia-a-dia engolimos alguns sapos e muitos brejos. É comum o indivíduo deixar de falar o que pensa para não prolongar uma conversa, evitar uma discussão ou ainda por medo de não ser aceito nos grupos. Mas, o que muitas pessoas desconhecem são os malefícios que essa ação pode acarretar tanto à saúde como ao convívio social.

Se a pessoa deixa de falar o que pensa fará com que o grupo, onde está inserida, deixe de conhecê-la. Já expressar suas idéias e pensamentos permitirá que os outros a conheçam, além de estabelecer um diálogo. Porém é importante estar atento à conversa para colocar as palavras certas na hora certa, o foco e a atenção devem estar sempre presentes nas situações das atividades diárias.

Deixar de se expressar é omitir-se perante a vida, além de gerar danos à saúde, como por exemplo, o estresse. Algumas vezes, as expressões da comunicação - faladas ou escritas - acabam sendo utilizadas de forma inadequada, mesmo assim é importante expressar-se, pois só dessa forma será possível perceber as falhas, que resultarão em um processo de aprendizagem. O importante é se comunicar e se perceber.

Outro item que pode ser prejudicado é o autoconhecimento, já que a expressão da comunicação é uma via de mão dupla, deixar de emitir a opinião e não se expor faz com que a pessoa não se conheça e deixe de expressar o que pensa e sente.

Entre tantas dificuldades em não se expressar é difícil tornar-se íntimo de uma pessoa que guarda as opiniões para si, pois com o pé atrás, o outro não sabe até onde pode seguir. É importante despertar confiança e ética nos diálogos e aprender a distinguir os momentos de perceber o que é público e privado nas relações. As falhas na comunicação geram frustrações e ansiedades, que precisam ser vistas e revistas sempre por meio de uma análise ou de uma auto-análise.

O medo da exposição sempre tem escondido uma situação mal resolvida, repressão, incompreensão nos relacionamentos e relações complementares, seja no ambiente familiar, afetivo, social, educacional ou público. Por isso vale ressaltar a importância de colocar as palavras certas na hora certa, assim como saber ouvir e ler para saber responder ou emitir opiniões.

São sábias as pessoas que preferem não falar em um momento de explosão ou que não têm conhecimento do assunto. Neste caso, o mais sensato é esperar os ânimos se acalmarem para posteriormente falar do assunto, assim, como tomar ciência ou procurar pesquisar o que é desconhecido para se ter certeza nas colocações. A cautela é muito bem-vinda e expressa sabedoria em analisar as situações.

Desta forma "engolir sapos" não é saudável, os ânimos ficam indigestos, o ideal é respirar profundamente e "contar até três" para então dizer sua opinião, pois as palavras em alguns momentos valem "ouro" e aprender a estabelecer uma comunicação saudável permite aprender a expressar e aceitar os êxitos e as falhas.

Outro fato importante é ter vontade chorar ao invés de falar, a ansiedade do choro tenciona o diálogo, o que faz com que a pessoa seja pega pelas emoções. Os pensamentos, atos e omissões estão sempre presentes na vida. O ideal é refletir, meditar e analisar as situações vividas que não deram certo ou que foram frustrantes, sem dúvidas é um exercício difícil, porém o mais valioso para as descobertas do amor próprio e aceitação pessoal e do outro. Somente assim é possível analisar as situações vividas para observarmos as marcas e falhas que ocorreram e então treinar os papéis de vários ângulos, além de aprender a transformar as falhas em situações de aprendizagem.

Deixar de dizer o que pensa causa tensão e estresse, o discurso fica comprometido, a pessoa sente-se oprimida, que tudo e todos estão contra ela, perde o foco, se desorganiza, apresenta sintomas relacionados a somatização, sente como se estivesse em um túnel sem direção, percorrendo uma via única, quando na verdade deveria restabelecer novos relacionamento e contatos. Neste momento o individuo passa a necessitar de cuidados.

Toda pessoa desenvolve dois papéis na vida, o de cuidar e deixar ser cuidada, quando há descuido de uma das partes, os reflexos do ambiente externo interferem nas ações internas do organismo. Da mesma forma que cuidamos precisamos de cuidado. Essa troca é essencial para que o individuo reaprenda a se amar para cuidar e amar o outro.

Vale uma dica, quando isto acontecer o ideal é procurar auxilio profissional - médico, psicólogo e outros profissionais da saúde - para que sejam restabelecidos o equilíbrio e o bem-estar de uma vida saudável. Somente desta forma será possível olhar para a crise como um momento de descoberta e ampliar os horizontes de vida, readquirindo a energia vital da comunicação com criatividade espontaneidade.

Quando o ser humano deixa de se expressar podem surgir sentimentos como culpa, raiva e medo, que estão interligados com as emoções que são desencadeadas pelos pensamentos, atos e omissões. Essas falhas ocasionam agressividade e irritabilidade e levam a pessoa à depressão e isolamento, que é uma forma de mostrar ao ambiente externo que necessita de cuidado.

A falta de aprendizagem para lidar com esses sentimentos desencadeia ataques verbais e físicos, o que demonstra que o individuo está com dificuldade em lidar com as frustrações, com os limites em relação à crise em que se encontra e pouco equilíbrio emocional para tratar as situações inesperadas. Os sentimentos de explosão ou depressão são ruins e devem ser tratados.

Aprender a comunicar-se é uma arte da qual requer auxílio da sensatez, espontaneidade e criatividade para favorecer o crescimento pessoal e profissional, além de ter transparência política nas ações e reações relacionais.[14]

Madalena Cabral Rehder - psicóloga, psicodramatista, psicoterapêuta didata supervisora pela Abps/Febrap. Coordenadora do NEPSAR - Núcleo de Especialização em Psicodrama e Sociodrama de Santo André e Região. www.mcrehder.com.br

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

O DESAFIO DA ORIENTAÇÃO SEXUAL NA ESCOLA

Autora: Maria Helena Vilela

A Orientação Sexual (OS), como tema transversal na escola, representa um grande desafio hoje! Isso porque o assunto é permeado por tabus e preconceitos, regido por valores culturais e de ordem pessoal que dificultam a naturalidade da conversa, tanto pela negação da sexualidade como por alguns métodos educativos que induzem a vergonha, a culpa e a ignorância.

As necessidades! A OS se caracteriza por uma intervenção na educação sexual das pessoas. Nesse trabalho, a escola ocupa o papel de orientador dos professores, indiscriminadamente, assume a função de disseminador do conhecimento. Já o professor precisa identificar a cultura sexual e estar preparado para perceber as necessidades dos alunos, fazer o diagnóstico da situação, definir objetivos e traçar uma estratégia metodológica de intervenção para atingir os resultados esperados.

A escola representa hoje o principal espaço de sociabilização de crianças e adolescentes. Isto, associado ao tempo cada vez mais reduzido que os pais ficam com seus filhos, faz do núcleo de ensino a mais importante fonte de aprendizagem da convivência em grupo, o que contribui para a saúde e para qualidade de vida de seus alunos.

As Vantagens! A sexualidade é um assunto que interessa ao professor e ao aluno, e há sempre algo novo que pode ser tratado no conteúdo de todas as áreas e disciplinas. Para o adolescente, em alguns momentos, o sexo é algo novo e excitante, outras horas, frustrante e tensa - devido à cobrança social e as dúvidas sobre sua normalidade. Essa instabilidade pode interferi na aprendizagem e no desenvolvimento.

A OS tem muito a contribuir nesse ponto, já que pesquisas comprovaram que ela pode diminuir o estresse escolar dos alunos. Por outro lado, os educadores têm aprendido bastante ao conversar sobre o tema. Para muitos deles, ao se prepararem para as aulas, conseguiram desativar alguns entraves pessoais e entender como as atitudes e decisões individuais podem se refletir no meio social.
Experimente! Você pode ter uma agradável surpresa!

Fonte: Gazeta das Praias

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

A Genuína Força nas Mulheres

Chafic Jbeili - www.chafic.com.br

É incrível como as mulheres superam suas dificuldades e desafios de forma mais engendrada, silenciosa, produtiva, eficaz e duradoura do que os homens. E olha que não sou feminista nem machista, sou realista!

Há algum tempo eu ouvi dizer que nenhum homem suportaria vivo a dor de um parto. Esta afirmação me deixou curioso e fui pesquisar um pouco mais sobre a extraordinária força que há nas mulheres. Descobri muitas coisas interessantes que só me deixaram ainda mais fascinado por elas.

Eu já sabia que as mulheres têm mais neurônios do que os homens e talvez isto explique algumas coisas fantásticas no gênero feminino como, por exemplo, sua inteligência social, o sexto sentido, a sensibilidade aflorada e a grandeza humana, muitas vezes tão pouco explorados pelas mais jovens.

Eu li que se o mundo fosse governado por mulheres talvez não houvesse guerra, pois uma mulher não mandaria seus filhos para o campo de batalha e o mundo seria bem melhor para se viver. Elas argumentariam e fechariam grandes acordos, como as líderes mundiais da atualidade têm feito no âmbito governamental, militar, setor privado e ONG’s.

Assisti no Discovery Chanel que um dos maiores Faraós que o Egito conheceu por sua exímia administração de recursos, realização de grandes obras e gestão de pessoas era uma mulher.

Eu assisti um filme de faroeste onde o Xerife visitava uma velha amiga que estava enferma havia alguns meses e ele ficou perplexo ao ver a casa com as plantas mal cuidadas, poeira nos móveis, teias de aranha pelos cantos e tapetes sujos. Então ele soltou uma pérola: “Quando uma mulher adoece, sua casa adoece junto”, demonstrando assim como a salubridade e a manutenção da vida são íntimos ao gênero feminino e quão dependente nós homens somos delas.

Participei de uma tese em Teologia defendendo a importância da mulher para o crescimento da Igreja cristã e do cristianismo de um modo geral. A conclusão foi que se não fosse pelas mulheres da Bíblia tais como Lídia, Marta, Maria mãe de Jesus, Maria Madalena, entre outras tantas que sustentavam e zelavam por Jesus e pelos evangelistas, além de abrirem suas casas para acolher os novos convertidos nos cultos domésticos, dificilmente a Igreja cristã teria atravessado vinte séculos e se tornado uma das maiores religiões do planeta.

A Bíblia diz que na mulher reside o poder de edificar ou destruir o lar quando afirma no livro de Provérbios que “a mulher sábia edifica a sua casa, mas a tola a destrói com as próprias mãos”.

A história nos conta que as revoluções empreendidas por mulheres sempre foram mais produtivas e proveitosas para toda a humanidade do que as revoluções empreendidas pelos homens, que geralmente acabavam em atrocidades e destruições irreparáveis e grandes prejuízos humanitários e econômicos.
Observando algumas crianças brincando não é difícil perceber que o grupo das meninas está cuidando de seus bebês e preparando o alimento, enquanto os garotos disputam quem tem a espada mais poderosa, o carro mais veloz ou quem cospe mais longe. Quem você pensa ter mais futuro em um Estado democrático de sistema capitalista? Quem tem espírito cooperativo nato como as meninas ou quem tem espírito competitivo e territorial como os meninos? Quem sabe lidar com pessoas e aprendeu administrar conflitos ou quem corre mais e sabe cuspir mais longe? Não tenho medo de afirmar que à mulher pertence o futuro.

Lembrei-me da história de Mary Silver (1946) contada por Bonney Sheperd: Mary foi ameaçada de morte pelo marido alcoólatra e privada de ver seus quatro filhos caso voltasse a entrar na casa onde viveu aterrorizada por aproximadamente oito anos. Seu esposo disse que mataria os filhos um a um em cada tentativa de retorno dela. Mary que equivocadamente se achava fraca e impotente decidiu ir embora apenas com a roupa do corpo para não ver seus filhos mortos. Dotada de habilidades matemáticas tornou-se contadora de uma grande empresa. Tempos depois comprou uma casa e retomou a guarda de seus filhos, tornado-se exemplo para muitas mulheres “mães solteiras” de sua época e símbolo do que seria a mulher moderna: Mais batalhadora e menos dependente.

Se você é mulher e tem um grande problema a administrar, então as estatísticas e a história dizem que você tem tudo para transformar este problema em uma grande oportunidade de vitória, aprendizado e exemplo para si e para outras pessoas, inclusive mulheres.

Um homem para se tornar grande precisa de uma grande mulher ao seu lado, mas uma mulher para se tornar grande só precisa manter a sua fé em Deus e acreditar em si mesma. Lembre-se que há muito se ouve: “Ao lado de um grande homem há sempre uma grande mulher”, nunca o contrário.

Como sou grato às mulheres da minha vida: minha mãe, esposa, filhas, irmã, tias, primas, amigas, professoras, alunas e você leitora de minhas singelas mensagens. Como sou grato a você que tanto me incentiva e me motiva com seu retorno contendo palavras de apreço e valorização de meu trabalho. Como é bom atravessar a madrugada escrevendo algumas verdades sobre você, sabendo que irá ler logo pela manhã quando abrir seu e-mail. Eu sou muito grato a você, pois sua força e sensibilidade me dão ânimo para continuar fazendo o que faço, cada vez melhor.

Se você é mulher e eventualmente duvida de sua força, saiba que uma das mais célebres primeira-dama dos Estados Unidos, Eleanor Roosevelt, afirmou: “As mulheres são como saquinhos de chá: não se sabe sua força até serem jogadas em água quente”.
Portanto, aproveite a água quente para conhecer e mostrar a sua genuína força, pois superar desafios e dar a volta por cima é o seu natural, acredite!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Comutador cerebral faz lembrar e aprender quase ao mesmo tempo

Redação Internacional, 12 jan (EFE).- Uma espécie de comutador cerebral ajuda a mudar rapidamente sua atividade entre o processo de lembrar e o de aprender, que não podem ser simultâneos e cuja combinação é necessária para as interações sociais.

Segundo cientistas da Universidade de Amsterdã e da Universidade Duke (EUA), que divulgam hoje os resultados de sua pesquisa na "Public Library of Science" (Biblioteca Pública da Ciência), a lembrança de velhas experiências e a aprendizagem de novas mantêm um constante resistência no cérebro do ser humano.

Ambos os processos cerebrais não podem acontecer ao mesmo tempo, pelo que tentam competir para conseguir ter prioridade.

As interações sociais requerem uma rápida troca entre informações nova e velha: em uma conversa, por exemplo, enquanto uma pessoa escuta a informação que apresenta o outro interlocutor, está recuperando dados para preparar uma resposta adequada.

Os cientistas explicam que o processo de lembrar reprime a ação das regiões cerebrais implicadas na aprendizagem.

No entanto, há uma região na parte frontal esquerda do cérebro que media esta luta de processos acelerando a mudança entre a aprendizagem e a memória.

Esta região pode atuar como um comutador no cérebro: ao não poder exercer ao mesmo tempo aprendizagem e memória, sua função consiste em mudar rapidamente do modo "aprender" ao modo "lembrar" e vice-versa.

A equipe de pesquisadores chegou a esta conclusão após desenvolver uma ferramenta que obriga aprendizagem e memória a se darem quase ao mesmo tempo em um breve período de tempo.

Ela consiste em pôr um grupo de jovens a observar uma série de palavras representadas no centro de uma tela, enquanto se media sua atividade cerebral com uma ressonância magnética.

Quando viam as palavras, tentavam lembrar rapidamente se as haviam estudado alguma vez, enquanto no fundo da tela apareciam imagens de cores.

Mais tarde, os jovens foram submetidos a uma prova de memória na qual se perguntou a eles não só pelas palavras, mas pela cor da tela.

A retenção de imagens foi muito mais difícil quando os participantes tiveram que lembrar uma palavra: o scanner revelou que as áreas do cérebro envolvidas na aprendizagem era menos ativada ao lembrar as palavras.

Os cientistas descobriram que uma região da parte frontal do cérebro só se ativava quando aprendizagem e lembrança ocorriam com sucesso.

No entanto, a atividade nessa região se deu exclusivamente naqueles jovens cujo cérebro reprimiu minimamente a aprendizagem, ou seja, que a lembrança de uma palavra não dificultou a aprendizagem das imagens. EFE

"Estar atento significa estar disponível ao espanto. Sem espanto não há ciência, não há criação artística. O espanto é um momento do processo de pesquisa, de busca. Essa postura de abertura ao espanto é uma exigência fundamental ao educador e à educadora. [...] O espanto não é o medo que ele tem nem é coisa de ignorante. O espanto revela a busca do saber."(Paulo Freire)

Cartilha burnout em professores. Distribua!

Análise do desenho infantil em perspectiva psicopedagógica