segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Comutador cerebral faz lembrar e aprender quase ao mesmo tempo

Redação Internacional, 12 jan (EFE).- Uma espécie de comutador cerebral ajuda a mudar rapidamente sua atividade entre o processo de lembrar e o de aprender, que não podem ser simultâneos e cuja combinação é necessária para as interações sociais.

Segundo cientistas da Universidade de Amsterdã e da Universidade Duke (EUA), que divulgam hoje os resultados de sua pesquisa na "Public Library of Science" (Biblioteca Pública da Ciência), a lembrança de velhas experiências e a aprendizagem de novas mantêm um constante resistência no cérebro do ser humano.

Ambos os processos cerebrais não podem acontecer ao mesmo tempo, pelo que tentam competir para conseguir ter prioridade.

As interações sociais requerem uma rápida troca entre informações nova e velha: em uma conversa, por exemplo, enquanto uma pessoa escuta a informação que apresenta o outro interlocutor, está recuperando dados para preparar uma resposta adequada.

Os cientistas explicam que o processo de lembrar reprime a ação das regiões cerebrais implicadas na aprendizagem.

No entanto, há uma região na parte frontal esquerda do cérebro que media esta luta de processos acelerando a mudança entre a aprendizagem e a memória.

Esta região pode atuar como um comutador no cérebro: ao não poder exercer ao mesmo tempo aprendizagem e memória, sua função consiste em mudar rapidamente do modo "aprender" ao modo "lembrar" e vice-versa.

A equipe de pesquisadores chegou a esta conclusão após desenvolver uma ferramenta que obriga aprendizagem e memória a se darem quase ao mesmo tempo em um breve período de tempo.

Ela consiste em pôr um grupo de jovens a observar uma série de palavras representadas no centro de uma tela, enquanto se media sua atividade cerebral com uma ressonância magnética.

Quando viam as palavras, tentavam lembrar rapidamente se as haviam estudado alguma vez, enquanto no fundo da tela apareciam imagens de cores.

Mais tarde, os jovens foram submetidos a uma prova de memória na qual se perguntou a eles não só pelas palavras, mas pela cor da tela.

A retenção de imagens foi muito mais difícil quando os participantes tiveram que lembrar uma palavra: o scanner revelou que as áreas do cérebro envolvidas na aprendizagem era menos ativada ao lembrar as palavras.

Os cientistas descobriram que uma região da parte frontal do cérebro só se ativava quando aprendizagem e lembrança ocorriam com sucesso.

No entanto, a atividade nessa região se deu exclusivamente naqueles jovens cujo cérebro reprimiu minimamente a aprendizagem, ou seja, que a lembrança de uma palavra não dificultou a aprendizagem das imagens. EFE

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